Ex-Blog do Cesar Maia 07/03/2008

By quintino

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Ex-Blog do Cesar Maia  07/03/2008
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ESTRUTURA DO VOTO NO RIO-CAPITAL POR PERFIS POLÍTICOS DICOTÔMICOS!
1.  A eleição para Deputado Federal incorpora muito mais que as outras, a percepção do eleitor sobre o perfil político-ideológico da oferta política no Rio-Capital.
2. Para nos aproximarmos desses perfis, foram separadas as votações dos três deputados federais mais votados com perfil homogêneo mais a “esquerda” – MHE. E -da mesma forma- os três deputados federais mais votados com perfis de centro a “direita” -MCD. Ano 2006!
3. Os três deputados federais mais votados com perfil MHE em 2006 foram Fernando Gabeira, Chico Alencar e Jorge Bittar. Os deputados federais mais votados com perfil MCD foram Rodrigo Maia, Solange Amaral e Índio da Costa.
4. Os MHE somaram 342.220 votos no Rio-Capital em 2006. Os MCD somaram 369.246. No total uns 20% dos votos válidos o que é muito representativo.
5. As regiões da cidade foram agrupadas em R1 – o corredor que agrupa os bairros da Barra ao Centro, passando pela – Zona Sul-Tijuca-VIsabel-S. Teresa-Centro; R 2: Toda a Zona Norte;  R 3- Só Jacarepaguá pela heterogeneidade da região; e R 4, toda a Zona Oeste de Bangu a Sepetiba.
6. A R 1 tem 25% dos eleitores. A R 2 tem 43% dos eleitores. A R 3 tem 8% dos eleitores. E a R 4 tem 24% dos eleitores.
7. Na R 1 o MHE teve 182.259 votos e o MCD teve 81.140 votos. /  Na R 2, o MHE teve 108.756 votos, e o MCD teve 154.834 votos. / Na R 3 o MHE teve 21.634 votos e o MCD 22.488 votos. /  E na R 4, o MHE teve 29.571 votos e o MCD 110.784 votos.
8. Portanto nos corredores de maior proporção de classe média -R1- o MHE venceu com grande margem. Nos corredores da Zona Norte e Oeste de perfil mais popular, o MCD venceu com grande margem. E em Jacarepaguá por ser uma área de perfil de voto mais heterogêneo, ocorreu um empate.
9. O ponto chave é que no corredor R 1 são três nomes de perfil convergente mais de partidos distintos e eleitoralmente divergentes para 2008. Já nas R 2 e R 4, os três deputados são de um mesmo partido e portanto convergentes. Portanto uma enorme vantagem de partida para 2008 no processo de construção progressiva do voto.
EXCELENTE COMERCIAL DA SULAMERICA SOBRE USO DE BICICLETÁRIOS NO RIO-CAPITAL!
Só lembrando e agregando: 1) é uma concessão, pois a publicidade autorizada é a parceria da prefeitura do Rio; 2) todo esse enorme sistema cicloviário foi construído com investimentos da prefeitura do Rio. Que, aliás, está inaugurando mais quase 10 km de Bangu a Campo Grande nos próximos dias.
Clique abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=yYVDEESFxi8
PREFEITO DO RIO RECEPCIONA PRESIDENTE DE PORTUGAL NO AEROPORTO TOM JOBIM!
Presidente Cavaco e Silva chega para a comemoração dos 200 anos. Infelizmente nem o Presidente do Brasil nem um ministro sequer estava ali para recepcionar o Presidente de Portugal. Clique abaixo e veja. À noite o Presidente de Portugal convidou a comunidade portuguesa para o Teatro Municipal, onde a cantora Teresa Salgueiro (ex-Madredeus) e o septeto João Cristal se apresentaram.
Abaixo clique fotos do Presidente de Portugal com o Prefeito do Rio.
http://www.flickr.com/photos/cesarmaia/sets/72157604057901866/detail/
COMO ESTE EX-BLOG ANALISOU ONTEM: PSDB ANTECIPA 2010 EM 2008!
Vamos ao jogo, derrotá-lo em 2008 antecipando 2010! Aguardem os próximos lances!
Globo-on
Aécio recebe Gabeira e anuncia apoio. FH também aprova candidatura de deputado a prefeito do Rio
Uma conversa de pouco mais de 30 minutos foi suficiente para que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), anunciasse o seu apoio à candidatura do deputado federal, Fernando Gabeira (PV), a prefeito do Rio de Janeiro, e sua participação na campanha. Aécio, por sua vez, disse que o PSDB, apesar de ter legitimidade de lançar um candidato no Rio, optou pelo apoio a Gabeira. Segundo o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também foi escalado para tentar convencer Otávio Leite a desistir de concorrer à sucessão municipal.
“IDEB”, UM ESTÍMULO À EVASÃO ESCOLAR NUM QUADRO DE EXCLUSÃO SOCIAL!
1. É sempre bom ter um índice de aferição de resultados para compará-los no tempo. Mas a construção desses índices num país desigual deve ser feita com muito cuidado, para não ser um indutor de mais desigualdades.
2. Uma criança pobre na escola é a única ponte sustentável de inclusão. Seus problemas em casa – ausência de mesa, estante, livros, acesso digital-… seus problemas de família – mais de 50% das famílias com renda menor que 2 salários mínimos, o chefe é a mulher, violência doméstica… certamente são problemas para a progressão escolar, independente da inteligência e esforço da criança.
3. Por isso o atraso ou repetência de uma criança ou adolescente pobre não pode ser tratado na forma darwiniana de uma escola jesuítica clássica: fora! Ao contrário: deve-se buscar no limite manter este adolescente integrado no ambiente escolar. Desta forma uma escola publica e aberta socialmente, terá sempre e por definição, um tempo médio maior por faixa de idade.
4. Como avaliar uma escola que consegue esta progressividade mesmo com um tempo médio maior por faixa de idade? Certamente de forma positiva. Deve-se reconhecer e aplaudir esta luta pela permanência e integração e contra a evasão escolar.
5. Paradoxalmente o IDEB -é um índice criado pelo MEC que -aritmeticamente- premia a evasão escolar. O IDEB tenta ser um indicador sintético que relaciona informações de rendimento escolar e desempenho.
6.  IDEBji =  Nji x Pji , onde N = média da proficiência em português e matemática padronizada para um indicador entre zero e dez , e  P = indicador de rendimento baseado na taxa de aprovação: j =  unidade de ensino;  i =  ano do exame e do censo escolar.
7. Assim, se alunos que não estão sendo aprovados forem de algum modo imediatamente excluídos da escola, a taxa de aprovação sobe e P sobe, aumentando o IDEB. Também a nota média provavelmente será maior aumentando N.
8.  Diz o documento do MEC: “Em suma, um sistema de ensino ideal seria aquele em que todas as crianças e adolescentes tivessem acesso à escola, não desperdiçassem tempo com repetências, não abandonassem a escola precocemente e, ao final de tudo, aprendessem. A combinação entre fluxo e aprendizagem do Ideb vai expressar em valores de 0 a 10 o andamento dos sistemas de ensino.”
9. Independente da melhor das intenções e da coerência harvardiana, o índice do MEC -o IDEB- se for para avaliar para valer e “punir”, é um indutor a evasão escolar, a expulsão logo após a repetência. Um indutor de mais desigualdade social.

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