Ex-Blog do Cesar Maia 11/03/2008

By quintino

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Ex-Blog do Cesar Maia  11/03/2008
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RIO: VOCÊ SE LEMBRA?
Clique abaixo. 3 minutos.
http://br.youtube.com/watch?v=S49ay2P9QKs
RIO-CAPITAL: MORTES VIOLENTAS DESPENCAM ENTRE 2002 e 2006!
1. Foi publicado em livro, o trabalho coordenado por Julio Jacobo Waiselfisz patrocinado pelos Ministérios da Saúde e da Justiça, pelo Instituto Sangari e pela Ritla, denominado o Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros (“mapa”). A imprensa já divulgou os dados básicos. Mas a publicação com uma série de 2002 a 2006 permite analisá-los com maior profundidade.
2. Divulgar o ranking de colocações produz uma visão irrealista, pois nos municípios menores dois ou três assassinatos podem produzir índices muito altos. Por exemplo, o “mapa” coloca o Rio-Capital no lugar 205 em taxa de homicídios por 100 mil habitantes na media entre aqueles anos e mais longe ainda se usar apenas 2006. Portanto devemos analisar as séries, no “mapa”.
3. O número de homicídios no Rio-C era em 2002 de 3.728, e veio caindo para 3.350 em 2003, 3.174 em 2004, 2.552 em 2005 e 2.273 em 2006. O índice por 100 mil habitantes caiu de 62,8 para 37,7. A queda foi de 40% em numero de homicídios ou 1.455 homicídios em números absolutos.
4. A criminalidade no mundo todo é cada vez mais juvenil. Por isso, o “mapa” analisa os homicídios na população jovem – de 15 a 24 anos. Em 2002 foram 1.508 homicídios. Em 2003 foram 1.354 homicídios. Em 2004 foram 1.264. Em 2005 foram 1.041. E em 2006 foram 879 homicídios. O índice por 100 mil habitantes jovens caiu de 146 para 83,8. Uma queda em número de homicídios de jovens de 42% ou 629 em números absolutos.
5. O “mapa” chama de “vitimização juvenil” a proporção entre homicídios juvenis e homicídios totais. No Rio-C, em 2002 esse índice era de 40,7. Em 2006 havia caído para 33,4.
6. O “mapa” analisa também, o número de óbitos por acidentes de transportes. O Rio-C em 2002, teve 1.147 óbitos em acidentes de trânsito. Em 2006 esse número caiu para 559. O índice por 100 mil habitantes caiu de 19,3 em 2002, para 9,3 em 2006. A queda foi de 51% ou 588 em números absolutos.
7. Finalmente o “mapa” analisa os óbitos por armas de fogo, ou seja, um número diferente dos homicídios. Em 2002 foram 3.126 no Rio-C. Em 2006 foram 2.235. Uma queda de 29% ou 891 em números absolutos.
8. Esses são números oficiais. Eles devem ser avaliados usando como metodologia o que os especialistas – pesquisadores…- vem afirmando sobre as causas, onde sempre são destacadas as ações de prevenção primaria (escolaridade), secundária (grupos jovens de risco em esporte, cultura…) e terciária (prevenção a dependência química, penas alternativas…)… de responsabilidade matriz, da Prefeitura do Rio. Dessa forma é inescapável concluir que as ações sociais da Prefeitura do Rio vêm resultando. Ou os especialistas não tinham razão?
SOBRE CONSERVAÇÃO! Resposta a CL, MLT, LCM, TCA, MAA, EMM, CAB, RMJ, CFL e MTM!
1. O sistema de Conservação da Prefeitura do Rio é um complexo de ações em órgãos diversos em distintas secretarias. Se tivermos que priorizar, usaríamos a estrutura de reclamações, que tem quatro eixos principais: limpeza urbana (na Comlurb); tapa buracos/pavimentação (na SMO); praças e árvores (até janeiro na SMAC/P&J) e substituição de lâmpadas (Rio-Luz).
2. O impacto do PAN se deu principalmente pela reconcentração de dois vetores transferindo aplicações da Conservação (custeio), em Investimentos. Isso se deu em obras (asfalto) e iluminação pública. Houve uma transferência -nos mesmos órgãos (SMO e Rio-Luz), de 38% e 35%, concentrada nas áreas do PAN. Assim como na manutenção em praças e na arborização, nestas áreas.
3. Certo: o RIO vibrou com o PAN. A auto-estima cresceu. O caminho para 2016 foi aberto. Certo também que o Carioca tem um alto nível de consciência política e que cobra a vista e não a prazo. E não deixou passar dois meses para começar a cobrança. E quem mais sente isso é o próprio prefeito que disse a esse Ex-Blog que as reclamações de conservação aumentaram exponencialmente a partir da última semana de setembro.
4. Com a aprovação do orçamento de 2008, na ultima semana de dezembro, imediatamente se deu a re-transferência a Custeio (conservação) do Investimento concentrado nas áreas do Pan. Foi re- corrigido. Tanto o orçamento para produção de asfalto nas Usinas da Prefeitura, quanto à reposição do estoque de lâmpadas e aluguel de caminhões, foram acionados e com a liberação do orçamento em fevereiro, foram dadas as ordens de gasto. Essa é a velocidade do setor publico pelas exigências legais e licitatórias.
5. Se houve mudanças recentes? Certamente. Uma delas começou progressivamente anos atrás e se completou agora. Toda a conservação de praças e poda de árvores passou totalmente para a Comlurb, que tem muito maior capilaridade, um efetivo a disposição por toda a cidade e uma estrutura muito maior de regiões de fiscalização, umas 60. E mais: 800 garis do banco de reservas estão sendo contratados, e veículos com trituradores alugados para aumentar a produtividade das podas.
6. A SMO -secretaria de obras- foi sendo descentralizada na área de conservação. Passamos a ter 25 Distritos de Conservação e pequenas obras, e estamos colocando na capacidade efetiva (diferente da nominal que não leva em conta paralisações, manutenção, falta de energia…) as 4 Usinas de Asfalto, uma delas construída em 2005. Temos 7 distritos no Centro/Tijuca, 8 na Zona Norte, 4 em Jacarepaguá/Barra, 5 na Zona Oeste e 1 na avenida Brasil.
7. Assim como vocês puderam ver como funcionou bem o PAN -(que de agosto de 2002 a agosto de 2006 a Prefeitura segurou sozinha) vocês verão também em seguida a reversão do investimento requerido, à conservação.
PRESIDENTE DA OEA VISITA LOCAL ONDE CHEFE DA GUERRILHA FOI MORTO PELO EXÉRCITO COLOMBIANO NO EQUADOR!
Clique abaixo. Foto -OEA-Clarin.
http://farm4.static.flickr.com/3257/2325751739_a21274df0c_o.jpg
ESCLARECIMENTO SOBRE O ADVOGADO CONTRA AS APACs!
1. Este Ex-Blog informou -em nota anterior- que o advogado Vicente Habib do escritório Dannemamm Siemsen advogava contra as APACs para duas empresas imobiliárias interessadas e para um tal presidente de uma associação de pequenos prédios, eufemismo que designa “contra as APACs”.
2. O Sr. Peter Siemsen, do escritório Dannemamm Siemsen esclarece que o advogado citado não faz mais parte daquele escritório há mais de seis meses. E que esses processos eram dele pessoalmente- e não do escritório Dannemamm Siemsen.
3. Feito o justo esclarecimento, o conteúdo da nota anterior não muda só muda o nome do escritório. E esse Ex-Blog fica satisfeito de ver que um escritório de renome do DS, não entrou nessa ação de especulação imobiliária contra a Cidade.
O PAPEL DA EMOÇÃO NA POLÍTICA!
David Brook é colunista do New York Times sobre o livro de Drew Westen
1. Drew Westen, professor de psicologia da Universidade de Emory, surgiu com um verbete tardio nesse campo, e seu livro “O Cérebro Político: O Papel da Emoção ao Decidir o Destino do País” está muito em voga. Ele pega um interessante pedaço de neurociência e utiliza-o para polir os clichês convencionais do gênero “Porque os Democratas Perdem”. Westen começa observando que a pesquisa recente acabou com a teoria de que a mente é racional, sem paixão, e que emergiu do Iluminismo do século XVIII. As pessoas confiam na emoção para dirigir o processo de tomada de decisão e chegar a conclusões que as fazem sentir-se bem.
2. A razão e a racionalidade para ele, portanto, desempenham um papel limitado nas decisões políticas. “A mente sem paixão dos filósofos do século XVIII“, diz Westen “nos permite prever algo entre 0.5 e 3% das mais importantes decisões políticas que as pessoas tomarão no decorrer de suas vidas”. Em seguida, ele afirma que os Democratas têm perdido, porque estavam apelando para a parte racional da mente.
3. Por exemplo: o lado direito da boca de John Edwards tende a levantar-se. “Os seres humanos, de modo inato, não gostam de assimetrias faciais”, observa Westen, “e isto deveria ter chamado a atenção dos assessores”. “Rostos sorridentes naturalmente ativam partes do cérebro (e mímica facial por parte do observador) que reforçam felicidade, e não desagrado.
4. Os Republicanos continua Westen, são brilhantes no uso de palavras e imagens que desencadeiam cascatas emocionais. Ronald Reagan usou a palavra “confisco” em relação à taxação, e foi capaz de persuadir as pessoas a concordar com impostos mais baixos.
5. Westen insta os candidatos democratas a bater forte, e inclui um número de discursos que ele desejaria que os candidatos democratas tivessem feito. Ele desejaria, por exemplo, que Al Gore houvesse “batido” mais em George Bush por ter sido um bêbado.
6. O problema central do livro de Westen é que ele realmente não faz uso do que sabemos sobre a emoção. Ele expande a obra de Antonio Damasio, sem aplicar a concepção de Damasio quanto à maneira pela qual a emoção emerge da razão e para ela contribui. Neste enfoque mais sofisticado, as emoções são produzidas pelo aprendizado. À medida que passamos pela vida, aprendemos que causa leva a que efeito. Quando, mais tarde, nos defrontamos com situações semelhantes, as emoções ressaltam possíveis resultados, atraindo-nos para algumas ações e desviando-nos de outras.
7. Em outras palavras, as emoções fazem parceria com racionalidade. Não é necessário simplificar demais as coisas para apelar às emoções. Não é necessário entender alguma linguagem secreta que irá desencadear alguns disparos neuro-emocionais. A melhor maneira de ganhar votos é oferecer às pessoas uma visão precisa do mundo e um conjunto de políticas que parecem tendentes a produzir bons resultados. É assim que se torna os eleitores felizes.

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